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Soja fecha o dia acima dos R$ 80 nos portos com suporte do dólar, Chicago e prêmios nesta 4ª feira

Soja fecha o dia acima dos R$ 80 nos portos com suporte do dólar, Chicago e prêmios nesta 4ª feira

 

Nesta quarta-feira (6), o dólar fechou em alta frente ao real e as cotações da soja na Bolsa de Chicago, que operaram em queda durante todo o dia, voltaram a subir e também encerraram o pregão em campo positivo. Entre as posições mais negociadas, os ganhos variaram de 6,75 a 9,25 pontos, levando os futuros da oleaginosa a voltarem a trabalhar entre US$ 8,65 e US$ 8,76 por bushel. 

O reflexo para os preços no Brasil foi, portanto, também positivo. No porto de Paranaguá, manutenção em R$ 78,00 por saca para o produto futuro, enquanto em Rio Grande, a soja da nova safra subiu 0,88% e fechou a quarta-feira com R$ 80,50 por saca. Já para o produto disponível, ganho de 1,23% no terminal paranaense para R$ 82,00 e, no gaúcho, de 4,64% apra R$ 83,50. 

Além dos três fatores do tripé - Chicago, dólar e prêmio - terem trabalhado de forma positiva neste pregão, a pouca ou quase nenhuma oferta disponível de soja e as incertezas sobre os resultados da temporada 2015/16 também são fatores de estímulos às cotações, porém, ao mesmo tempo, travam as vendas no país. 

As projeções para a colheita do Brasil, que começa a ser iniciada já em alguns pontos, são bastante divergentes e o real tamanho da quebra é incerto até este momento. Em alguns estados, os produtores não puderam nem ao menos concluir ou iniciar o plantio, em outros, o replantio também foi liquidado pela falta de chuvas do último mês. 

Neste quadro, os preços da soja no interior do país acompanham a valorização. Nesta quarta-feira, as praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, registraram altas de 5,43% e 6,25%, respectivamente, subindo para R$ 68,00 por saca. Já em Londrina e Cascavel, no Paraná, onde as perspectivas são melhores para esta temporada, queda de 0,72% para R$ 68,50. 

"Os negócios estão parados, tanto para a safra nova quanto para o que resta da safra velha", relata o consultor de mercado Flávio França Junior, da França Junior Consultoria. Até o final de dezembro, ainda segundo o especialista, já havia 45% da safra 2015/16 de soja comprometida. Um novo levantamento será reportado em 22 de janeiro. 

Dólar

A aversão ao risco por parte dos investidores brasileiros e internacionais ainda é o principal fator de alta para a moeda norte-americana, segundo explicam analistas. O dólar, nesta quarta, fechou com alta de 0,70% a R$ 4,0214 na venda. 

"Não dá para a confiança melhorar se cada dia aparece um novo problema na China", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado à agência de notícias Reuters. Além disso,o teste bem sucedido da Coreia do Norte com sua bomba de hidrogênio também trouxe nervosismo aaos mercados. 

"O evento com a Coreia do Norte aumenta o desafio da política externa dos Estados Unidos e testa a capacidade da China de controlar seu aliado mais instável", escreveu o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Correa em nota a clientes.

Internamente, a crise política e econômica que segue, mesmo com o Congresso em recesso, também é motivo de apreensão. O recém empossado ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que substitui Joaquim Levy, ainda gera incertezas, principalmente por conta das especulações de que poderia afrouxar o já exaustivamente discutido ajuste fiscal. 

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago, as cotações testaram, novamente esta semana, alguns patamares de suporte e, na sequência, voltaram a subir. O comportamento do mercado, segundo explicam analistas, ainda é bastante técnico. 

Segundno Jack Scoville, analista sênior de grãos da Price Futures Group, de Chicago, em entrevista ao Notícias Agrícolas, as atenções do mercado internacional, agora, se dividem entre a conclusão da nova safra da América do Sul e a nova safra dos Estados Unidos. 

No entanto, afirma ainda que embora as notícias sobre as perdas no Brasil sejam importantes, principalmente aquelas ligadas à quebra por conta da falta de chuvas na região Central do país, os elevados estoques norte-americanos e argentinos acabam limitando o potencial de alta das cotações. "Americanos e argentinos têm grandes estoques e precisam vender", diz. 

Dessa forma, ainda segundo Scoville, os boletins que serão reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na próxima terça-feira, 12 de janeiro, são esperados, como sempre, com ansiedade e já causam especulações entre os investidores. 

"Acredito que os preços já estão bem próximos de um piso. Então, não os vejo caindo muito mais, mas também não acredito em uma alta muito forte", diz. 

 

Por: Carla Mendes

 

Fonte: Notícias Agrícolas

 

 

 

Mapa repassará R$ 24 milhões a 15 estados para fortalecer defesa agropecuária

Mapa repassará R$ 24 milhões a 15 Estados para fortalecer defesa Agropecuária

 

Uma das prioridades do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a defesa agropecuária receberá R$ 24 milhões este ano e em 2017. Os recursos serão destinados ao fortalecimento de 15 agências estaduais de defesa agropecuária, por meio de convênios estabelecidos via Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A verba federal permitirá às unidades da Federação conveniadas investir em serviços e programas voltados, por exemplo, à erradicação da febre aftosa em todo o território nacional e à intensificação do combate às moscas das frutas.
 
De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, o Mapa conseguiu viabilizar os convênios a partir da publicação do Decreto 8.613, de dezembro de 2015. Os estados que receberão os recursos são estes: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraíba, Mato Grosso, São Paulo, Pernambuco, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima, Rio Grande do Sul e Tocantins.
 
“Esses recursos servirão para estruturar as agências de defesa agropecuária desses estados”, destaca Rangel. O ministério, acrescentou, vai supervisionar as atividades que visam a proteger a sanidade dos rebanhos e das lavouras brasileiras. As outras 12 unidades da Federação estão alinhadas com as políticas do Mapa, mas não fizeram convênios neste período porque já têm ações estruturadas na área de defesa ou não estão envolvidas diretamente nos macroprogamas de sanidade.
 
Na área de sanidade animal, a prioridade é a eliminação total da febre aftosa. Segundo Rangel, hoje quase todo o território brasileiro é reconhecido como livre de aftosa com vacinação – a exceção é Santa Catarina, que tem o status de livre da doença sem imunização. Apenas o Amazonas, Amapá e Roraima ainda estão em processo de obtenção da condição de livres de aftosa com vacinação, o que elevará o status de todo o país ainda em 2016 e ao reconhecimento internacional até 2017 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Outra prioridade da defesa agropecuária é o combate às moscas das frutas, assinala Rangel. Essas pragas constituem, atualmente, a principal barreira sanitária ao avanço das exportações brasileiras do setor de fruticultura. “Temos que trabalhar para eliminá-las, objetivando garantir e ampliar os mercados.”
 
Seis estados têm recebido atenção especial do Mapa no desenvolvimento de ações de combate às moscas das frutas: Santa Catarina, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Essas unidades da Federação são exportadoras de maçã, melão, manga, melancia e uva.

Fonte: Mapa

Agricultura brasileira dobra exportação em 7 anos

Agricultura brasileira dobra exportação em 7 anos

As exportações das principais commodities da agricultura brasileira deram novo salto na escalada que vem dando lastro ao crescimento contínuo na produção. O volume de milho e soja (grão e farelo) embarcado chegou a 98,07 milhões de toneladas, conforme balanço de 2015 divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) .

Em 2016, o volume embarcado deve ultrapassar a barreira dos 100 milhões de toneladas -- seis anos depois de ter rompido a casa de 50 milhões de t. As 98 milhões de toneladas de 2015 representam volume duas vezes maior que as 48,6 milhões de toneladas de 2009.

O balanço de 2015 mostra que houve novo recorde na soja –como vinha sendo cogitado desde o primeiro semestre. O volume embarcado foi 19% maior, alcançando 54,3 milhões de toneladas.

Com o real desvalorizado e as matérias-primas brasileiras mais competitivas, o volume de soja remetido ao mercado externo foi incrementado nos últimos dois meses do ano, em plena entressafra comercial. Em novembro, o Brasil exportou oito vezes mais soja com que no mesmo mês do ano anterior. Em dezembro, o volume foi cinco vezes maior que o do mesmo mês de 2014.

A surpresa ficou por conta do milho (leia abaixo), que teve projeções elevadas nos últimos meses de 2015 e fechou com 28,9 milhões de toneladas, o maior volume já registrado.

O aumento das exportações mostra-se surpreendente mesmo quando comparado ao crescimento da produção. Para dobrar a colheita de grãos, de 100 milhões para 200 milhões de toneladas, o país precisou de 14 anos, ou seja, o dobro do tempo necessário para duplicar o as exportações das principais commodities agropecuárias. Isso indica que o crescimento da produção é voltado justamente ao mercado externo.

Leia a notícia na íntegra no siteGazeta do Povo.

Fonte: Gazeta do Povo

PIB do agronegócio pode ter leve queda de 0,51% em 2015, estima Cepea

PIB do agronegócio pode ter leve queda de 0,51% em 2015, estima Cepea

 

Nem o agronegócio resiste à crise econômico-política instalada no País. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o PIB do setor recuou 0,51%, sinalizando para queda anual de 0,7% em 2015 em relação a 2014, conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. A divulgação de dados oficiais referentes aos meses mais recentes pode alterar ligeiramente este resultado. O movimento baixista ocorre tanto na agricultura quanto na pecuária, que caem a taxas semelhantes: 0,49% e 0,54%, respectivamente, até setembro.

As retrações mais expressivas ocorrem no segmento industrial (queda de 1,31%, até setembro), mas os resultados dos segmentos primário e de serviços relacionados ao agronegócio também recuam: 0,30% e 0,64%, respectivamente, no acumulado até setembro. O único segmento do agronegócio que cresceu neste período foi o de insumos, 1,22%, puxado pela forte alta dos preços de fertilizantes decorrente do câmbio. Em contrapartida, o volume importado diminuiu 13% na comparação de janeiro a outubro de 2015 e o mesmo período de 2014, segundo dados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos).

No segmento “dentro da porteira” do setor agrícola, os preços médios (agregado dos produtos considerados no cálculo do PIB) estão 4,08% menores que na média de jan-set/2014, ao passo que a produção das mesmas culturas pode ter expansão anual de 4,4%. No balanço, registra estabilidade. Já a renda do segmento primário da pecuária tem sido pressionada pelos menores volumes de produção, uma vez que, em preços, o cenário é de alta no comparativo com 2014. O resultado era negativo em 0,55% até setembro.

Na agroindústria, os piores cenários foram registrados para o etanol e produtos têxteis–vestuaristas. A indústria de base agrícola vai acumulando retração de 1,25% e a pecuária, de 1,7%.

Na avaliação da equipe Cepea, o câmbio segue positivo para as exportações, mas a desvalorização do Real não tem sido suficiente para compensar a forte queda dos preços internacionais. De janeiro a setembro, os preços de exportação do agronegócio, em Reais, estiveram 6% abaixo dos observados no mesmo período de 2014.

Para 2016, a maior preocupação dos produtores está relacionada ao crédito. A liberação dos recursos do Plano Safra 2015/16 atrasada e os produtores têm enfrentado dificuldade na contratação de empréstimos a juros subsidiados previstos no Plano Plurianual Agrícola. Conforme instituições bancárias, a queda nos depósitos à vista e na poupança, ao lado das exigências crescentes de garantias, têm limitado o atendimento à demanda de financiamento rural. Conforme pesquisadores do Cepea, são preocupantes as informações de que o crédito para investimento estaria sofrendo forte queda, podendo comprometer o crescimento em 2016 e, talvez, por mais anos.

“A agropecuária brasileira é movida essencialmente por tecnologia, que alcança os produtores rurais por meio de novos insumos (sementes e melhoria genética animal, agroquímicos, maquinários etc.) e novas práticas agronômicas e administrativas capazes de enfrentar ou mitigar os contínuos desafios ligados ao clima e à incidência maior de pragas e doenças e à volatilidade dos mercados. São fatores que tornam o segmento bastante intensivo no uso de crédito. O prolongamento da crise econômica e política tem grande potencial de atingir o processo de crescimento do agronegócio brasileiro ao reduzir o volume e aumentar o custo do crédito e de outros instrumentos de política agrícola (seguro e apoio à comercialização, pesquisa e extensão), dado o constrangimento fiscal”, avalia o professor Geraldo Barros, coordenador do Cepea.

Nas perspectivas do Cepea, a economia doméstica deve permanecer em nível recessivo em 2016, com menores níveis de emprego e salário real. No cenário externo, principal alavanca do agronegócio brasileiro, as perspectivas também trazem preocupação. O dólar deverá seguir em elevação ao mesmo tempo em que os juros norte-americanos deverão dar um primeiro salto depois de anos seguidos de estagnação em níveis baixíssimos. A isso se soma o crescimento mundial mais lento, principalmente da China. Os pesquisadores acrescentam ainda o cenário de preços de commodities estagnados ou em queda.

“A válvula de escape para o Brasil será uma alta ainda maior do dólar no mercado interno, compensando a evolução dos preços internacionais. Entretanto, o recrudescimento da inflação poderá levar as autoridades monetárias a avançar na elevação dos juros e nas intervenções no mercado cambial, em prejuízo do agronegócio (mesmo considerando-se o contrapeso do impacto sobre os preços nos insumos)”, comenta Geraldo Barros.

No balanço, dizem os pesquisadores, não há como não antever um ano de 2016 difícil para o agronegócio e também para os demais setores da economia. O agronegócio ficará à mercê de como se consumarem os fatores de incerteza (clima, pragas e doenças, dólar, preços internacionais) que definirão em que direção o PIB do setor vai se mover em relação à baixa taxa observada no ano que termina. Independentemente dessa direção, a mudança não deve ser expressiva, antecipam.   

Fonte: Cepea 

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