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Investimento no solo reduz custos, amplia a produtividade e garante o futuro da produção agrícola

Investimento no solo reduz custos, amplia a produtividade e garante o futuro da produção agrícola

 

A possibilidade de uma safra farta – 31,6 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) –, capitaneada pela soja, esconde um problema que nem sempre está aos olhos de quem está na lida no campo. A terra que garantiu os crescentes índices de produtividade é a mesma que, se não for prioridade para o produtor, pode trazer prejuízos logo ali na frente.

O mês com duas datas comemorativas referentes ao solo é um convite à reflexão sobre os efeitos da ação do homem sobre a natureza. Entre os exemplos, as voçorocas são as marcas mais evidentes da erosão – mas muitos perigos estão também no solo compactado e no solo pobre em nutrientes.

Há quatro anos, o produtor João Vinícius Soldá arrendou 25 hectares de terra no interior de Cachoeira do Sul, ampliando a lavoura para 426 hectares. De solo arenoso e usada até então para pecuária, a propriedade precisou ser recuperada para receber as primeiras sementes de soja.

O investimento, desde custo com máquinas até uso de fertilizantes, foi de R$ 26,3 mil. Em 2013, a colheita da primeira safra de soja na área foi de 30 sacas por hectare e apenas pagou os custos. Soldá, hoje com 29 anos, continua aplicando insumos nos 25 hectares.

– É um investimento no futuro, pensando em aumentar a produtividade ano a ano. Cada saca colhida a mais vale a pena – avalia o produtor, que, neste ciclo, colheu 50 sacas por hectare na área recuperada.

 

Fonte: Zero Hora

Pesquisa busca aumentar produtividade e reduzir custos nas lavouras de trigo

Pesquisa busca aumentar produtividade e reduzir custos nas lavouras de trigo

 

A redução de produção e produtividade do trigo nos campos gaúchos nos últimos dois anos (veja quadro) tem levado os agricultores a buscarem alternativas para a manutenção da cultura. Para se ter uma ideia, em 2015 a safra foi de 1,39 milhão de toneladas. O último ciclo com resultado abaixo deste volume foi em 2006, com 728 mil toneladas. Uma das iniciativas é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), que, em parceria com a Embrapa Trigo e as áreas técnicas de cinco cooperativas (veja quadro), iniciará um projeto-piloto de implantação de áreas demonstrativas para pesquisar as variedades que melhor se adaptam a cada região do Estado. 

– O objetivo é reduzir custo e aumentar a produtividade, pois o risco do produtor de trigo é muito alto – adianta Paulo Pires, presidente da Fecoagro.

Segundo Pires, é preciso baixar o valor de produção do trigo tipo soft, destinado à elaboração de massas e biscoitos, pois hoje está próximo ao custo de produção do trigo Tipo 1 (para pão). O valor fica entre R$ 1,6 mil e R$ 1,7 mil por hectare. Uma das premissas é garantir retorno mínimo do investimento a quem se mantém na atividade. 

– Monitoraremos as lavouras para ajustar o custo de produção. Quem utiliza tecnologia, usa conhecimento, não necessariamente aumenta a quantidade de insumos, pode até reduzir o uso – detalha João Leonardo Pires, pesquisador da Embrapa Trigo.

João exemplifica com o uso de nitrogênio, que impede o crescimento acima do esperado, não deve ser aplicado quando a planta já apresenta um tamanho ideal. Assim como a distribuição de sementes, que deve obedecer a critérios de distanciamento mínimo, o que nem sempre ocorre.

Os técnicos da Embrapa e das cooperativas analisarão os diferentes tipos de clima, solo e área. 

– A ideia é unir experiências de diferentes locais – reforça João.O sucesso do trigo passa por um conjunto de práticas, diz o pesquisador, como a época correta de semeadura para cada região e cultivar, pela análise e conservação do solo, proteção das plantas e manejo integrado.

 

Fonte: Zero Hora

Paraná e Rio Grande do Sul têm quase a mesma área plantada de soja, mas produtividade dos vizinhos é 10,2% maior

Paraná e Rio Grande do Sul têm quase a mesma área plantada de soja, mas produtividade dos vizinhos é 10,2% maior

Programas e incentivos adotados pelo governo paranaense há quatro décadas ajudam a explicar o resultado positivo, governo gaúcho lançou projeto visando a adoção de práticas de manejo e conservação do solo. 

 

Paraná e Rio Grande do Sul são respectivamente, o segundo e o terceiro maiores produtores de soja do país - só perdem para o Mato Grosso. Embora os Estados do Sul tenham quase a mesma área plantada: o RS tem 13 hectares a mais, uma diferença de 0,2%, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os paranaenses saltam à frente dos gaúchos devido à produtividade 10,2% maior. A explicação estaria sob as plantas.

– Temos o mesmo perfil de agricultores, as variedades usadas são semelhantes e as tecnologias disponíveis se equivalem. A explicação para essa diferença é a qualidade do solo – reconhece o secretário estadual de Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo.

Enquanto o Paraná tem programas e incentivos há quatro décadas, o governo gaúcho lançou há quatro meses uma política visando a adoção de práticas de manejo e conservação do solo. Inspirado no Estado vizinho, o programa Conservar para Produzir Melhor está unindo profissionais do setor e entidades e promovendo encontros com produtores em todas as regiões para promover capacitação e conscientização, e prevê levar informações às escolas. Está previsto oferecer crédito para compra de equipamentos de irrigação, máquinas, terraçamentos e práticas conservacionistas.

– O programa tem dois vieses: aumentar a produtividade das lavouras e preservar o meio-ambiente. Cuidando do solo e da água, conseguiremos atingir os dois objetivos juntos – detalha o secretário.

Até 2018, Resultados serão monitorados

No Paraná, os resultados do investimento em solo estão começando a ser mensurados. O monitoramento recém implantado deverá ser finalizado em 2018. Coordenador do Programa de Gestão de Solos e Água em Microbacias, o engenheiro agrônomo da Emater/PR Oromar João Bertol salienta que os ganhos podem ser observados principalmente em anos de seca – que é quando o solo mostra capacidade de reter água e produz bem.

Conforme a Conab, o último ano de estiagem causou menos prejuízos aos produtores paranaenses. Na comparação da safra de soja de 2011/12 com a anterior, no estado vizinho a queda foi de 29%, enquanto no RS foi de 43,8%.

– No Paraná, praticamente não há mais áreas para expansão geográfica da agricultura. Assim, a única saída para aumentar a produção é manter a fertilidade do solo para ampliar a produtividade – explica Bertol.

Entre as práticas adotadas estão os terraceamentos, curva de nível nas propriedades, plantio direto com qualidade e estradas rurais integradas com as lavouras. Esta última ação evita a perda de erosão e de fertilidade em decorrência do escorrimento da água das chuvas. Desde 2014, uma nova fase do programa incluiu a proteção das nascentes.

– Se não fizer a gestão correta das microbacias, o produtor não apenas vai registrar perdas no solo por conta da erosão e assoreamento, mas também pela perda da qualidade da água, com consequente redução da fertilidade da terra e da produção – afirma Ronei Luiz Andretta, engenheiro agrônomo da Secretaria estadual da Agricultura do Paraná e assessor técnico do projeto Gestão Integrada de Solos e Águas.

 

 

Fonte: Zero Hora

Exportações do agronegócio crescem quase 37% em fevereiro

Exportações do agronegócio crescem quase 37% em fevereiro

 

O agronegócio brasileiro teve mais um desempenho positivo na balança comercial. No mês passado, as exportações do setor somaram US$ 6,71 bilhões – um recorde da série histórica (1997-2016) para os meses de fevereiro. Esse valor corresponde a 50,3% das vendas externas totais do país, de US$ 13,348 bilhões.  Já as importações totalizaram US$ 953,51 milhões, o que resultou num saldo de US$ 5,76 bilhões. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (7) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Na comparação com igual período de 2015, as vendas externas de produtos agropecuários tiveram um aumento de 36,9%. Nas exportações totais, o aumento foi menos expressivo, de 4,6%”, observou a secretária de Relações Internacionais do Agronegócio, Tatiana Palermo. Em valores absolutos, os embarques do agronegócio tiveram, em fevereiro deste ano, um incremento de US$ 1,81 bilhão em relação aos US$ 4,90 bilhões exportados em igual mês de 2015.

Em fevereiro, os cinco principais setores exportadores foram carnes (US$ 1,05 bilhão; -1,1%); complexo soja (US$ 1,04 bilhão; +42,6%); complexo sucroalcooleiro (US$ 952,11 milhões; +123,8%); cereais, farinhas e preparações (US$ 949,40 milhões; +180,5%) e produtos florestais (US$ 932,52 milhões; +21,1%). As exportações desse grupo de produtos subiram de US$ 3,32 bilhões em fevereiro de 2015 para US$ 4,92 bilhões no mesmo mês deste ano. Com isso, a participação desses setores no total das vendas externas do agronegócio passou de 67,7% em fevereiro de 2015 para 73,3% no mês passado.

Segundo Tatiana Palermo, os dados de fevereiro comprovam novamente a competitividade do setor, que hoje reponde por mais da metade do valor total das exportações brasileiras. “O agronegócio demonstra um desempenho exportador extraordinário, que responde positivamente ao esforço do Ministério da Agricultura na abertura de novos mercados.”

Produtos mais vendidos

Em valor, a carne bovina ultrapassou a de frango no mês passado. Foram exportados US$ 477,14 milhões (+10,9%), devido ao aumento de 25,4% na quantidade embarcada. As vendas externas de frango totalizaram US$ 450,97 milhões, as de suínos, US$ 85,31 milhões e as de peru, R$ 14,34 milhões.

Os embarques do complexo soja subiram de US$ 725,77 milhões em fevereiro de 2015 para US$ 1,03 bilhão no mês passado (+42,6%). O aumento ocorreu exclusivamente por causa do incremento das exportações de soja em grão, que saltaram de US$ 346,12 milhões em 2015 para US$ 715,30 milhões em 2016 (+106,7%). A elevação do valor exportado deve-se ao crescimento do volume embarcado, de 869 mil toneladas para 2,04 milhões de toneladas (+134,5%).

O complexo sucroalcooleiro ficou na terceira posição entre os principais setores exportadores do agronegócio, com vendas de US$ 952,10 milhões. Os embarques de açúcar subiram de US$ 380,54 milhões em fevereiro de 2015 para US$ 800,39 milhões no mês passado (+110,3%). As exportações de álcool passaram de US$ 41,48 milhões em fevereiro de 2015 para US$ 150,99 milhões no mês passado (+264%).

A quarta posição nesse ranking ficou com o setor de cereais, farinhas e preparações. As exportações saíram de US$ 338,44 milhões em fevereiro de 2015 para US$ 949,40 milhões no mês passado (+180,5%). O destaque foi o milho, com embarques de US$ 892,18 milhões, o que representou cerca de 94% do total embarcado por esse segmento. O volume de milho comercializado em fevereiro também foi recorde: 5,4 milhões de toneladas.

Os produtos florestais ficaram na quinta posição entre os principais exportadores do agronegócio em fevereiro deste ano. As vendas externas do setor alcançaram US$ 932,52 milhões no mês passado (+21,1%). Nesse segmento, os embarques de celulose registraram recorde histórico, atingindo 1,32 milhão de toneladas, o que representou US$ 575,78 milhões no m ês passado (+39,9%).

Entre as regiões que importam produtos agropecuários brasileiros, o destaque em fevereiro passado foi a Ásia. Ela aumentou as compras em 75%, passando sua participação de 32,1% do valor exportado para 41,2%. No grupo de países, a China se mantém como principal parceria do agronegócio brasileiro. No mês passado, os embarques para aquele mercado subiram 94,9% e somaram US$ 1 bilhão.

Quando se soma os dois primeiros meses deste ano, o resultado da balança comercial também é positivo. No primeiro bimestre de 2016, as vendas externas de produtos agropecuários brasileiros totalizaram US$ 11,69 bilhões, com crescimento de 10,9% em comparação com o mesmo período de 2015.

 

Fonte: Mapa

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