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Justiça libera uso de benzoato de emamectina em Mato Grosso

Os produtores de Mato Grosso estão novamente autorizados a utilizar agrotóxicos que contenham benzoato de emamectina. A decisão do desembargador federal Jirair Aram Meguerian do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ocorreu na última sexta, dia 13, após argumentação favorável à liberação do produto no país apresentada por fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a pedido do titular da pasta, Neri Geller.

No dia 28 de abril deste ano, a juíza federal Vanessa Perenha Gasques, a pedido do Ministério Público Federal, determinou que o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea/MT) e o Estado de Mato Grosso não poderiam expedir autorizações para a aplicação de agrotóxicos que contenham a substância.

• Veja notícia anterior sobre esse assunto

Entre os argumentos expostos pelo Mapa para derrubar a decisão, estava a fundamentação técnica da Embrapa. De acordo com a empresa, apesar de existirem outras moléculas capazes de controlar a proliferação e combater a lagarta Helicoverpa armigera, é importante a utilização do benzoato juntamente com outros produtos para evitar que ocorram casos de resistência ao uso de um só. Além disso, a autorização especial para uso da substância é condicionada ao manejo integrado de pragas, divulgado amplamente no país pela Caravana Embrapa.

Outro embasamento foi a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia, que alegou não haver razão para vedar a utilização do agrotóxico, uma vez que a concessão de autorização de uso pelo Ministério da Agricultura já representa a observância das restrições legais impostas para a salvaguarda do meio ambiente e da saúde humana.

– Dependendo do estágio de infestação da praga na lavoura, o benzoato é essencial. Há situações onde é preciso maior controle, quando o uso da substância mostra-se como a melhor alternativa. As ações do Mapa são para assegurar uma produção agrícola forte, mas preocupadas com a saúde pública e o meio ambiente – explica o ministro Neri Geller.

O uso de benzoato é fundamentado na Lei nº 12.873/2013, que autoriza o Mapa a declarar estado de emergência fitossanitária na presença de risco de surto de praga quarentenária, como no caso da lagarta. Entre as ações permitidas, há a possibilidade temporária de uso e de importação de agrotóxicos, mesmo os não registrados segundo a Lei nº 7.802/1989, desde que preenchidos os requisitos estabelecidos – por exemplo, o emprego autorizado em países com práticas regulatórias conhecidas.

O Estado de Mato Grosso foi reconhecido em emergência fitossanitária em novembro de 2013, por meio da Portaria nº 1.130 do Mapa. Segundo Geller, todos os requisitos técnicos para a utilização da molécula não regulamentada no Brasil estão embasados, o que não justifica qualquer decisão contrária em relação ao benzoato.

Cotações da soja recuam no Brasil pressionadas pela queda do dólar

Indicador da soja Paranaguá Esalq/BM&FBovespa caiu 1,64%, a R$ 70,83 a saca de 60 quilos na sexta

Os preços internos da soja em grão têm caído no mercado brasileiro, pressionados pela queda internacional e pela desvalorização do dólar frente ao real. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), entre seis e 13 de junho, o Indicador da soja Paranaguá Esalq/BM&FBovespa, que é baseado em negócios realizados, caiu 1,64%, a R$ 70,83 a saca de 60 quilos na sexta, dia 13.
A média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador Cepea/Esalq, teve retração de 2,1% em sete dias, indo para R$ 64,84 a saca de 60 quilos na sexta. No geral, agentes brasileiros estão atentos ao bom ritmo de cultivo da soja da safra 2014/2015 nos Estados Unidos, que deve registrar volume elevado.

Fonte: Rural BR

Cresce o número de gado confinado no Pará

 

 

 

A quantidade de pecuaristas que optam por confinar o gado tem aumentado na região Norte do país, mas ainda é uma pequena parcela. A preferência pelo pasto vem das condições favoráveis para o desenvolvimento da vegetação, além de plantas mais resistentes e problemas de logística para repor o rebanho.

Durante o Rally da Pecuária, visitamos algumas propriedade no sul do Pará. O pecuarista Anacleto Bravos, da fazenda Olinda Bravos, localizada no município Água Azul do Norte (PA), faz cria, recria e engorda com o pasto cuidadosamente cultivado em sua propriedade. “Não estou preparado para fazer confinamento, e também não preciso. O pasto está bom, reformamos quando precisa e ele dura mais de dez anos”. A explicação está em plantas mais resistentes, como a braquiária, e também nas chuvas constantes e abundantes, que resultam em apenas 70 dias de seca.

Na fazenda Santa Clara, o discurso de Acioli José Teixeira, proprietário e administrador da propriedade, é o mesmo. Vindo de Goiás, Acioli chegou ao Pará há 30 anos e explica o porquê de ter se fixado no Estado. “Quantidade, qualidade, fertilidade, clima, topografia e chuvas fizeram eu me apaixonar por esse lugar. É o melhor lugar de pasto do Brasil”, diz. Das 8 mil cabeças, ele destina uma parte para fazer semi-confinamento, apenas com touros voltados para reprodução.

Outro motivo contabilizado na hora de confinar é a dificuldade de repor o rebanho. As estradas ruins encarecem o frete, e como o confinamento acelera a engorda do gado, ele logo é abatido e dá espaço a outro boi.

Porém, esse não é um problema para a fazenda Morro Verde, gerida pelo João Nascimento. Esta foi a única propriedade que tem apostado em confinamento na região visitada pela reportagem de Globo Rural. Em 2013, foram confinadas 5 mil cabeças para acelerar o abate dos bois. “O objetivo é confinar ainda mais, pois isso melhora o desenvolvimento comercial da fazenda, dá mais dinheiro. Muitos não conhecem os custos e benefícios de suas fazendas e por isso não confinam o gado”, argumentou o gerente da fazenda.

 

 

 

Especialistas afirmam que suspeita de caso atípico de vaca louca não deve afetar exportações

Especialistas ouvidos pelo Canal Rural descartam que a suspeita de um caso atípico de vaca louca em Mato Grosso possa afetar as exportações de carne brasileira. Analistas acreditam, no entanto, que num primeiro momento pode haver algum tipo de embargo, a exemplo de situação registrada em 2012.

– A preocupação sempre, do ponto de vista econômico e financeiro, é verificar o que vai acontecer daqui pra frente por conta desse episódio. Acho que vai acontecer o que houve no passado: pode haver um impacto inicial no começo, em alguns países, mas acho que não vai ter impacto nenhum do ponto de vista de desempenho de exportação – avalia Lucio Padua Soares, gerente da área agrícola da Guide Investimentos.

O analista financeiro Luis Gustavo Pereira também acredita que não haja grande repercussão econômica.

– Muito é a expectativa do mercado, que acaba antevendo possíveis embargos, a possibilidade de sanções em relação a alguns países importadores da carne brasileira, e acaba de certa forma tendo uma reação negativa, vendendo posições em papel em função de cautela. Já chegamos a ver esse movimento no passado, em 2012, quando o Ministério da Agricultura também soltou a possibilidade da doença aqui no Brasil, mas pelo que a gente viu os papéis tiveram um impacto negativo e depois se recuperaram rapidamente após ser provado que é um caso atípico.

O diretor de sanidade animal do Conselho Nacional de Pecuária de Corte, Sebastião Guedes, fala eu cautela, e lembra que o caso atípico da doença é diferente do caso clássico.

– O caso clássico é um caso patológico em que o animal apresenta uma série de sintomas prévios, é uma doença que aparece principalmente em vacas velhas, e onde há uma série de desenvolvimento de sintomas antes de a doença se desenvolver. Digamos, a vaca vai ficando entre caduca e louca. No caso atual não houve isso - a vaca morreu, houve uma certa sintomatologia nervosa, e depois houve todos aqueles entreveros no processo de identificação. Foi o primeiro caso, mas ficou estabelecido que foi atípico.

Apesar da avaliação de que o risco de prejuízo aos negócios é baixo, o analista Fábio Silveira reforça que a situação exige atenção da cadeia pecuária brasileira.

– O que a gente tem que fazer é empreender um trabalho, um esforço, para remover essa desconfiança, seja do mercado doméstico, e principalmente do mercado internacional.

Fonte: Rural BR Pecuária