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Cepea: preço da soja se mantém estável no Brasil

Cenário se deve à demanda interna equilibrada e a retração dos vendedores no país

A demanda interna firme e a retração de vendedores têm dado suporte aos preços da soja in natura e de farelo de soja, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Produtores capitalizados preferem limitar as vendas do grão na expectativa de valores maiores nos próximos dias, fundamentados na recente alta no mercado externo. Compradores, por sua vez, precisam elevar os valores para adquirir novos lotes. 

O Indicador da soja Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, que é baseado em negócios realizados, teve média de R$ 67,13/sc de 60 kg na sexta-feira (15/7), estável em relação à sexta-feira anterior, mas leve alta de 0,4% na parcial de agosto. A média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador Cepea/ESALQ, teve ligeiro recuo de 0,5% em sete dias e no acumulado do mês, indo para R$ 63,59/sc de 60 kg na sexta.

 

POR REDAÇÃO GLOBO RURAL

Pé na sustentabilidade

Com algodão orgânico do Semiárido nordestino, borracha nativa da Amazônia e couro curtido com tanino vegetal, empresa francesa produz no Brasil tênis de luxo, agora vendido também no país.

 

Para fazer um tênis, precisamos de algodão, borracha e couro. Queríamos uma matéria-prima premium, diferenciada, que tivesse um impacto social e ambiental positivo e resultasse num sapato com conceito diferenciado”, diz o sócio fundador da marca francesa Vert, François Ghislain Morillion. Conseguiu. O tênis da Vert é fabricado com algodão orgânico do Semiárido nordestino, borracha nativa da Amazônia, couro curtido com tanino vegetal de acácia, no sul do país, e design francês.

Fabricado desde 2005 no Brasil com matéria-prima 100% brasileira, o tênis Vert (nome da marca no Brasil; Veja, no exterior) era vendido até o ano passado para Europa, Japão e Coreia.  “Faz todo o sentido passar a vendê-lo no Brasil, é aqui que ele é produzido”, explica Morillion. O preço médio de um tênis da Vert, vendido no país desde setembro do ano passado, é de R$ 200.

O primeiro passo foi dado em 2004, quando Morillion conheceu os produtores de algodão do Ceará pela ONG Esplar, de combate à pobreza por meio da agroecologia, e lhes apresentou o conceito do calçado. Hoje, integradas ao Projeto Dom Helder Câmara, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, 800 famílias de produtores espalhadas por dez municípios do Estado fornecem o algodão orgânico, cultivado em consórcio com outras culturas como milho, feijão, gergelim, fava e sorgo.

Com a intensificação do plantio de algodão, foi priorizado o sistema de conservação do solo, com a utilização de técnicas como curva de nível em terrenos declivosos, suspensão do uso de agrotóxicos e das queimadas. “A primeira coisa que os produtores falam na questão da melhoria de vida é o fato de terem parado de usar agrotóxico na produção. A saúde da família melhorou, o alimento deles ficou mais saudável”, complementa o empresário.

Segundo Morillion, para a produção dos cerca de 100 mil pares produzidos por ano pela Vert, são necessárias 20 toneladas de pluma de algodão. “Pagamos quase duas vezes o preço de mercado pelo algodão orgânico, valorizando aquela produção, porque não tem insumo químico, o solo está preservado e não se pratica a monocultura. Outra vantagem do sistema é a independência alimentar do produtor, que planta o seu alimento e tem o algodão como uma renda complementar”, explica Morillion.

Em 2008, um ano considerado regular, a produção dos 90 agricultores, que até então cultivavam entre 50% e 60% da área de 450 hectares, foi de 26,5 toneladas de pluma. No ano passado, em virtude da seca prolongada na região, a produção não chegou a 4 toneladas de pluma.  “Sempre fizemos muito estoque para estarmos preparados para a seca, mas neste ano tem de chover, porque zeramos nosso estoque”, afirma Morillion.

Borracha
Na outra ponta do país, a empresa foi buscar uma borracha que garantisse os mesmos conceitos de sustentabilidade aplicados ao algodão. Encontrou, na região amazônica do Acre, a matéria-prima nativa. Primeiramente em Assis Brasil, município que integra a Reserva Chico Mendes, e depois se expandiu para Feijó e Tarauacá (AC). Com as comunidades produtoras das três localidades, a empresa consegue abastecer sua demanda, de 15 toneladas por ano.

Além do trabalho no seringal, os produtores fazem o processamento da borracha sob o método conhecido como folha defumada líquida (FDL), uma inovação da Universidade de Brasília (UNB) que transforma a matéria bruta num produto pronto, com diversas utilidades na indústria.

A borracha bruta seria vendida pelo seringueiro a R$ 2 o quilo, preço praticado no mercado comum; o produto processado é entregue para a empresa a R$ 7 (preço que deve subir para R$ 8 o quilo a partir deste ano). “Como o preço atual da borracha bruta não permite que os seringueiros se mantenham na atividade, eles costumam cortar as árvores para plantar pasto ou vender a madeira, como forma de sobrevivência. A ideia é fazer uma diferença econômica, para preservar o meio ambiente. Para eles, isso faz uma grande diferença. Hoje, eles se definem mais como produtores de FDL do que como seringueiros”, diz o empresário Morillion.

A cadeia produtiva da borracha nativa é acompanhada de perto por Bia Saldanha, estilista e empreendedora que trabalha com os seringueiros desde 1991, quando começou a desenvolver o couro vegetal. Durante anos, Bia vendeu a matéria-prima para a grife de bolsas de luxo francesa Hermès.

“A FDL é uma evolução do couro vegetal, uma tecnologia que abriu caminho para o desenvolvimento de outras. Conceitualmente, a FDL tem a mesma proposta do couro: agregar valor à borracha no seringal. Porém, ela amplia o leque de aplicações por parte da indústria”, ressalta Bia Saldanha. 

Procurada pela Vert para fazer o trabalho de monitoramento constante da cadeia produtiva da borracha no Acre e do comércio justo, Bia passou a colaboradora da empresa em 2007. “Um dos desafios permanentes é a questão de ajustar oferta e demanda de acordo com as necessidades da empresa”, diz.

Couro
Há pouco tempo, a Vert passou a incluir também o couro em suas peças de calçado. Para seguir com a tendência sustentável, encontraram, no outro extremo do país, no Sul, couro curtido com tanino vegetal de acácia, livre de cromo, substância comum no processamento. Por enquanto, apenas o curtimento é controlado pela empresa. A tendência, segundo Morillion, é que este ano eles consigam fazer a rastreabilidade de toda a cadeira produtiva do couro. “Só exigimos que ele não venha da Amazônia, para não ser um couro derivado de desmatamento”, afirma.

As fábricas de confecção dos calçados também ficam no Sul, na região de Novo Hamburgo (RS). O faturamento global da empresa cresceu de 5,4 milhões de euros, em 2012, para 6 milhões de euros, em 2013. Morillion e o sócio, Sébastien Kopp, preferem não fazer previsões ou estabelecer percentuais de crescimento para este ano. “Até nosso crescimento tem de ser orgânico. Queremos crescer junto com nossos parceiros. Não vamos vender 1 milhão de pares se não tivermos matéria-prima para isso”, diz.

Fonte globo rural

POR ALANA FRAGA

Exportação de carne bovina cresce 12,7% no 1º semestre, diz Abiec

O faturamento foi recorde e totalizou US$ 3,404 bilhões

O Brasil exportou 762 mil toneladas de carne bovina no primeiro semestre de 2014, volume 12,7% maior na comparação com as 675,7 mil toneladas observadas em igual período do ano passado. Em receita, o incremento foi de 13,3%, com um recorde de US$ 3,404 bilhões, ante US$ 3,004 bilhões há um ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (14), pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). 

Conforme a entidade, o crescimento se deve especialmente pela demanda de Hong Kong e Rússia, que continuam liderando o ranking de mercados importadores de carne brasileira. "O Brasil também consolida sua posição como maior fornecedor no Norte da África, com crescimento expressivo nos mercados do Egito, Líbia e Argélia", explica o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, em nota. "Nós também registramos resultados interessantes em mercados como Angola - que quase dobrou suas importações no período." Em relação ao mercado dos Estados Unidos, a queda de 15,38% no volume exportado em relação ao mesmo período do ano passado é um alerta para as indústrias, indicando que as restrições devidas aos resíduos de ivermectinas no produto industrializado brasileiro continuam, destaca a Abiec.

No período, a carne in natura registrou um crescimento, tanto em volume quanto em faturamento, superior a 15%. Já as exportações de industrializados tiveram queda de 2,51% no semestre por conta das restrições no mercado americano. Considerando-se apenas o mês de junho, houve incremento expressivo de exportação para Líbano (128,8 % de aumento em faturamento e 126,9% de incremento em volume) e Líbia (faturamento 313% superior a junho de 2013 e aumento de 272% de aumento em volume).

Por: ESTADÃO CONTEÚDO

Produção de algodão deve custar 5,46% a mais por hectare em Mato Grosso na próxima safra

Valor da safra 2013/2014 foi de R$ 6.339,80 por hectare


O custo de produção do algodão em Mato Grosso deve ser de R$ 6.685,83 por hectare na safra 2014/2015, segundo o relatório de custo de produção do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Valor é 5,46% mais alto do que o da safra 2013/2014, de R$ 6.339,80 por hectare. Os custos variáveis são de R$ 6.304,62 por hectare, com isso, para atingir o ponto de equilíbrio (ponto em que a produção cobre os custos variáveis) o produtor precisaria receber R$ 63,22 por arroba.

Segundo o Imea, os estoques das indústrias estão em níveis baixos, e a volta delas ao mercado deve trazer liquidez, por isso, as oportunidades devem ser aproveitadas, já que essa volta deve ser de forma lenta, impedindo grande valorização da pluma. Enquanto as lavouras dos Estados Unidos apresentam quadro geral muito bom, se espera grande produção nesta safra, trazendo expectativas baixistas aos preços internacionais. Com isso, os preços praticados atualmente devem andar de lado por um tempo, podendo até sofrer quedas no longo prazo. 

Colheita

Ao final da última semana, as colhedoras já haviam passado por 1,5% da área de 635 mil hectares. Com isso, 37,1 mil toneladas de algodão em caroço estão prontas para o beneficiamento, em produtividade parcial de 255 arrobas por hectare. Com a entrada da nova safra, a tendência é de maior liquidez, trazendo suporte às cotações. O algodão armazenado pelas indústrias nos últimos meses está próximo do final, com isso, o mercado pode apresentar elevações pontuais nos preços.

Para o Imea, o quadro ainda não é animador. O algodão precisaria valorizar aproximadamente R$ 9 a arroba para cobrir os custos totais, mas com o cenário internacional baixista, e com a expectativa de que as indústrias voltem lentamente ao mercado para evitar grande elevação nos preços, a valorização necessária pode não ocorrer, ameaçando a lucratividade da cultura.

Fonte: IMEA