111.jpg
2122.jpg
1205905_47454040.jpg
5.jpg
4.jpg
120.jpg
3.jpg
gestao-no-meio-da-lavoura.jpg
2.jpg

Produção de algodão deve custar 5,46% a mais por hectare em Mato Grosso na próxima safra

Valor da safra 2013/2014 foi de R$ 6.339,80 por hectare


O custo de produção do algodão em Mato Grosso deve ser de R$ 6.685,83 por hectare na safra 2014/2015, segundo o relatório de custo de produção do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Valor é 5,46% mais alto do que o da safra 2013/2014, de R$ 6.339,80 por hectare. Os custos variáveis são de R$ 6.304,62 por hectare, com isso, para atingir o ponto de equilíbrio (ponto em que a produção cobre os custos variáveis) o produtor precisaria receber R$ 63,22 por arroba.

Segundo o Imea, os estoques das indústrias estão em níveis baixos, e a volta delas ao mercado deve trazer liquidez, por isso, as oportunidades devem ser aproveitadas, já que essa volta deve ser de forma lenta, impedindo grande valorização da pluma. Enquanto as lavouras dos Estados Unidos apresentam quadro geral muito bom, se espera grande produção nesta safra, trazendo expectativas baixistas aos preços internacionais. Com isso, os preços praticados atualmente devem andar de lado por um tempo, podendo até sofrer quedas no longo prazo. 

Colheita

Ao final da última semana, as colhedoras já haviam passado por 1,5% da área de 635 mil hectares. Com isso, 37,1 mil toneladas de algodão em caroço estão prontas para o beneficiamento, em produtividade parcial de 255 arrobas por hectare. Com a entrada da nova safra, a tendência é de maior liquidez, trazendo suporte às cotações. O algodão armazenado pelas indústrias nos últimos meses está próximo do final, com isso, o mercado pode apresentar elevações pontuais nos preços.

Para o Imea, o quadro ainda não é animador. O algodão precisaria valorizar aproximadamente R$ 9 a arroba para cobrir os custos totais, mas com o cenário internacional baixista, e com a expectativa de que as indústrias voltem lentamente ao mercado para evitar grande elevação nos preços, a valorização necessária pode não ocorrer, ameaçando a lucratividade da cultura.

Fonte: IMEA