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Café: Clima brasileiro e dólar causam fortes oscilações nos preços

Café: Clima brasileiro e dólar causam fortes oscilações nos preços

 

Semana de fortes oscilações nas cotações do café na ICE futures US. Na segunda-feira, os contratos com vencimento em julho próximo em Nova Iorque fecharam com alta de 460 pontos; na terça, com 50 pontos de alta; na quarta, com alta de 745 pontos; na quinta, com baixa de 570 pontos e hoje, sexta-feira, com alta de 300 pontos. Na semana, a alta acumulada foi de 985 pontos.

Três fatores principais levaram a esse comportamento das cotações. O primeiro, a subida de uma forte frente fria, com uma intensidade que não acontecia há muitos anos. A partir desta noite ela deve chegar aos cafezais do norte do Paraná, avançando nas próximas noites sobre os cafezais da mogiana de São Paulo e do sul de Minas. Segundo a Somar Meteorologia, “tanto no Paraná, como em São Paulo e Minas Gerais, esperam-se geadas isoladas atingindo pés de cafés mais novos e desprotegidos”. Estamos ainda no dia dez de junho, em pleno outono, e uma frente fria forte agora traz muita preocupação aos operadores. Ainda não chegamos ao inverno e poderemos ter mais frentes como esta até o final do período de frio. 

O segundo fator de instabilidade foram as fortes oscilações do dólar frente ao real. A valorização do petróleo e a redução das apostas na elevação dos juros dos Estados Unidos derrubaram o dólar no mercado internacional e no Brasil, a nova e respeitada equipe econômica que assumiu está gerando expectativas mais positivas para a economia brasileira e levando o mercado a acreditar em um patamar mais baixo para o dólar frente ao real. 

Por fim as fortes e intensas chuvas fora de hora, no final de maio e no início deste mês de junho, sobre os cafezais do Paraná e do sudeste brasileiro atrasaram a entrada da nova safra – o mercado trabalhava com a expectativa de uma entrada precoce da safra 2016 devido às intensas chuvas e forte calor nos meses de verão, que adiantaram o crescimento e a maturação dos frutos - e, agravando o quadro, certamente derrubaram a qualidade média de nossa nova safra de arábica. 

Juntando a esses três fatores a forte quebra da nova safra brasileira de conillon e os baixíssimos estoques de passagem que o Brasil, maior produtor e exportador mundial, terá no final deste mês de junho, não fica difícil de entender o nervosismo dos operadores no mercado internacional de café. 

Tivemos mais uma semana sem a CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento e as lideranças da cafeicultura brasileira se posicionarem sobre o grande atraso na divulgação dos estoques privados brasileiros de café. 

O CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, informou que no último mês de maio foram embarcadas 2.417.865 sacas de 60 kg de café aproximadamente 17% (507.685 sacas) menos que no mesmo mês de 2015 e 1% (19.376 sacas) menos que no último mês de abril. Foram 2.110.857 sacas de café arábica e 66.868 sacas de café conillon, totalizando 2.177.725 sacas de café verde, que somadas a 238.178 sacas de solúvel e 1.962 sacas de torrado, totalizaram 2.417.865 sacas de café embarcadas. 

Até dia 9, os embarques de junho estavam em 373.624 sacas de café arábica, 7.113 sacas de café conillon, mais 46.797 sacas de café solúvel, totalizando 427.534 sacas embarcadas, contra 478.223 sacas no mesmo dia maio. Até o mesmo dia 9, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em junho totalizavam 815.895 sacas, contra 623.681 sacas no mesmo dia do mês anterior. 

A bolsa de Nova Iorque – ICE, do fechamento do dia 3, sexta-feira, até o fechamento de hoje, sexta-feira, dia 10, subiu nos contratos para entrega em julho próximo 985 pontos ou US$ 13,03 (R$ 44,68) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam no dia 3 a R$ 593,16 por saca, e hoje dia 10, a R$ 621,19 por saca. 
 
Fonte: Escritório Carvalhes

Feijão: Preços variam entre R$ 470,00 em GO, R$ 500,00 no MT e até R$ 550,00 em MG

Feijão: Preços variam entre R$ 470,00 em GO, R$ 500,00 no MT e até R$ 550,00 em MG

 

A cada dia mais e mais empresas empacotadoras comunicam que retiraram o Feijão-carioca da sua lista de preços. Relatam isso com um alívio no tom de voz. A tarefa de encontrar suprimento de Feijão-carioca todos os dias chegou a um ponto em que o comprador "jogou a toalha".

Os preços, ontem, variaram bastante, desde 8/8,5 vendido por R$ 470,00 em Goiás, até lotes de R$ 500,00 no Mato Grosso e R$ 550,00 em Minas Gerais.

Em São Paulo, na região do Brás, houve oferta de 5.0000 sacas e sobravam 1.500 às 7h30. Os preços praticados foram: R$ 560,00 para o nota 9,5/9, R$ 550,00 para o nota 8,5 e R$ 530,00 para o nota 8.

Para saber mais sobre o mercado de feijão acesse o site do IBRAFE.
 

Fonte: IBRAFE

Agricultor, você daria Crédito ao seu Comprador? Por Eduardo Lima Porto

Agricultor, você daria Crédito ao seu Comprador? Por Eduardo Lima Porto

 

A maior parte dos Agricultores, produtores de grãos, depende da concessão de crédito fornecido por terceiros. Nomeadamente, Bancos, Fornecedores de Insumos e Compradores (Tradings).

A disponibilidade do crédito para o custeio da produção tem variado muito nos últimos anos, respondendo basicamente aos efeitos causados por ciclos macroeconômicos de expansão ou retração, que abarcam uma infinidade de variáveis: (i) preços das commodities e fatores subjacentes; (ii) cambio internacional; (iii) taxa de juros doméstica e estrangeira; (iv) qualificações de risco; etc…

Nos últimos 10 anos, verificou-se um notável crescimento da participação de fornecedores de insumos e exportadores na composição do custeio, diminuindo sensivelmente a presença dos Bancos, seja pelo excesso de burocracia e morosidade que apresentam, seja pela falta de interesse do sistema financeiro de atuar mais ativamente no setor.

As práticas comerciais e financeiras que foram se consolidando nesse período literalmente deixarão de existir, o que causará um impacto dramático na estrutura do Agronegócio.

O excesso de liquidez e os preços altamente favoráveis da Soja, como se verificou entre 2011 e parte de 2014, deram azo a ações irresponsáveis e permissivas em relação ao crédito que desafiaram preceitos básicos de Economia. Essa conjuntura, possivelmente não voltará.

As correções ou ajustes necessários do sistema não são indolores e tampouco isentos de falhas.

Nessa altura do ano em que a colheita da Soja em diversas regiões já permite antever o volume real que estará sendo posto na Economia, surgem várias incertezas para quem costuma olhar um pouco além, que por hábito ou necessidade, nessa época costuma iniciar a construção de cenários para elaboração de uma estratégia para a próxima Safra.

Considerando a gravidade da inadimplência setorial que está levando à falência alguns Grupos tradicionais e a uma enxurrada de pedidos de Recuperação Judicial de centenas de Agricultores, puxando no reboque a várias Revendas e Industrias de Insumos, de que forma será possível obter crédito (prazo-safra) em condições economicamente aceitáveis daqui para frente?

O Governo que se encontra totalmente quebrado será a solução mágica? 

Os Bancos Oficiais, igualmente exauridos, irão ampliar o volume de dinheiro para compensar uma redução, tida como mais do que certa, da presença dos fornecedores de insumos nas operações Prazo-Safra?

E as Tradings, estarão dispostas a suprir essa deficiência depois de uma história de disputas e quebras de contratos como os verificados em 2004/2005?

Estas são apenas algumas das inquietudes que me levam a pensar sobre o negocio agrícola em 2016 no Brasil. Tenho muitas outras dúvidas, as quais poderiam aborrecer aos que acreditam que na última hora “tudo se ajeita”.

“Bons resultados do passado, não são uma garantia de repetição para o futuro”. A conjuntura atual faz dessa frase quase que um Axioma da Física.

Há muito tempo que chamo a atenção de Clientes e Amigos do Agro para a necessidade de profissionalizarem a atividade do ponto de vista econômico-contábil-financeiro. Não basta apenas sermos bons da porteira pra dentro, auferindo ganhos de produtividade ano-a-ano, gerando benfeitorias na propriedade, circulando riquezas na economia regional, etc.

Cada vez mais, o produtor deverá conscientizar-se da necessidade de demonstrar “Governança” na gestão do seu negócio.

Desde a crise de 2008 que as principais Seguradoras de Crédito deixaram de dar cobertura para as Industrias ou para as Revendas de Insumos. Sabem a razão? Por que não se consegue visualizar com clareza o risco individual dos Agricultores, que são os principais clientes dessas empresas.

O fato de um Agricultor Profissional mover milhões de Reais por ano, deter um patrimônio milionário e não apresentar Demonstrações Contábeis coerentes com as normas exigidas, acarreta uma enorme incerteza por parte de quem tem a função de decidir ou não sobre a concessão de um crédito.

O mercado caminha a passos largos para a desintermediação dos processos, o que em certa medida é bom porque eliminam-se muitos custos agregados e aumenta-se a competitividade, porém essa conjuntura traz consigo um enorme desafio cultural e empresarial para o Agricultor Médio.

Alguém sabe o que significa a relação "Dívidas Líquidas/EBITDA"? Em termos simples, é um índice que demonstra a geração de caixa obtida nas operações para fazer frente às dívidas. 

Cada vez mais, a visualização clara desse tipo de indicador será exigida no Agro. De que forma, um Analista de Crédito poderia avaliar a atividade de um Agricultor sem ter a frente Demonstrações Contábeis elaboradas de maneira consistente?

Sinto dizer que, quem não se preparar seriamente para isso, terá muitos problemas para obter crédito. As exigências de maiores e melhores garantias no cumprimento dos contratos irá afetar decisivamente a viabilidade econômica de milhares de Agricultores que, até então, nunca precisaram se preocupar com essa classe de questões.

O Prazo-Safra embute o custo financeiro de operações como o Desconto de Duplicatas (hoje em torno de 30% a.a.), além de ser normal a inserção um "fator de risco de inadimplência” sobre os preços dos insumos. "O Bom Pagador" sempre pagará o ônus do "Mal Pagador”. E essa regra não será quebrada.

Recordo que em 2013, na época em que era Diretor de uma Industria Química, visitei um Produtor Paranaense considerado um dos mais influentes da sua região. 

Depois de conversarmos um pouco sobre os insumos e o mercado de maneira genérica, me foi colocado de maneira comercialmente “agressiva” que a condição de pagamento para que viesse a fechar a venda seria diferente da tradicional, pelo fato de muitos fornecedores disputarem um espaço naquela propriedade. Disse que comprava com prazos superiores a 12 meses.

Tendo escutado atentamente a proposição, perguntei se me poderia fornecer os Balanços a fim de que pudesse analisar a possibilidade da concessão do crédito. Me deparei com uma resposta muito mal educada, de alguém que parecia ter escutado uma ofensa imperdoável. O clima ficou pesado na hora.

Na tentativa de aliviar a tensão, comentei com o Produtor que eu também era Comprador de Soja e que muito tinha interesse de fazer negocios com ele. 

Me perguntou quanto pagaria pela Soja naquele momento e lhe respondi que isso dependeria muito do prazo, agregando que não teria problemas de aceitar uma condição semelhante àquela que me havia sido proposta.

A reunião terminou na hora. Sem que pudéssemos ao menos encontrar um ponto de convergência. 
Recentemente, tomei conhecimento de que o referido Agricultor se encontra em Recuperação Judicial, causou problemas financeiros gravíssimos a seus fornecedores de insumos, está inadimplente com o Banco onde tomou financiamento em Dólares e deixou dívidas incobráveis na Praça, onde antes era mais temido do que respeitado. 

Moral da História, os tempos estão mudando e o que valia antes, não é garantia de que valerá amanhã. 

Quem poderia dizer que a Syngenta seria comprada por um Grupo Chinês totalmente desconhecido por aqui? Por conhecer bem os chineses, duvido muito que os atuais donos dessa Gigante Multinacional sejam tão condescendentes na liberação de crédito, como foram os anteriores.

O Agricultor deve ter em mente que para obter crédito com terceiros, terá que aumentar significativamente o nível de segurança e visibilidade institucional da sua atividade.

Afinal, R$ 1,00 vale rigorosamente a mesma coisa para todos, independente se alguém planta, vende um insumo ou se dedica a cortar cabelo.

Fonte: Eduardo Lima Porto

Um resumo das informações trazidas pelo USDA no relatório de fevereiro

 

 

 

Um resumo das informações trazidas pelo USDA no relatório de fevereiro

 

Flávio França Junior e Analista de Mercado, Consultor em Agribusiness e Diretor da França Junior Consultoria

 

 

Caros amigos. A edição da Análise Semanal da França Jr Consultoria (FJC) trouxe como destaque a análise para o relatório de oferta & demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA na sigla em inglês) divulgado no último dia 9. Ao contrário do mês anterior, desta vez o relatório trouxe número menor de novidades, até porque, a partir deste mês não temos mais levantamento para a safra colhida em 2015.  

O perfil do relatório foi diferente do último mês, uma vez que os dados anunciados foram negativos para os preços da soja. Mas o impacto para as cotações do mercado de futuros da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT/CME na sigla em inglês) no dia da divulgação acabou sendo pequeno, fechando o pregão até com leve valorização. Desta vez não tivemos nada a destacar no lado positivo. Já no lado negativo, destacamos o aumento acima do esperado nos estoques dos EUA para a 2015/16, o aumento na safra da Argentina, e os aumentos nos estoques mundiais da safra velha e da atual.  

No pregão do dia do relatório o contrato spot (março) chegou a cair um pouco logo após a divulgação, mas acabou fechando com valorização de US$ 0.75 cents, a US$ 863.25 cents/bushel. O mesmo ocorrendo para os demais contratos, com maio subindo US$ 0.75 cents, julho subindo US$ 0.50 cents e maio/2017 subindo US$ 0.75 cents. 

No caso dos subprodutos da soja o movimento foi homogêneo ao grão, com quedas leves no farelo e no óleo no dia da divulgação. No farelo, a posição spot teve queda de US$ 0.60/tonelada curta no dia 9, fechando a semana também em leve recuo. Já no óleo o fechamento da posição spot mostrou queda de US$ 0.05 cents/libra, embora ainda fechando com valorização na semana em função da alta no óleo de palma. 

Nos mercados vizinhos as informações divulgadas foram mistas no milho, mas com predominância amplamente negativa, com a CBOT fechando negativa no dia 9 e na semana. Já o trigo teve dados divulgados negativos, com pregão e semana fechando em queda.   

No caso do trigo, o USDA trouxe aumento nos estoques nos EUA para 2015/16 acima do esperado. E aumento nos estoques globais da safra velha e nova também bem acima do esperado. Com isso, com toda essa pressão, o pregão no dia da divulgação acabou caindo levemente, com a posição spot fechando em queda de US$ 1.00 cents/bushel. Mantendo a tonalidade negativa no fechamento da semana.    

E para o milho, o USDA trouxe aumento nos estoques dos EUA bem acima do esperado. E no quadro mundial, redução nos estoques da safra velha, quando se esperava por neutralidade, e queda nos estoques da safra nova menor que o esperado. Com isso a posição spot acabou fechando o pregão em queda de US$ 1.25 cents, confirmando a pressão na semana.      

No geral então tivemos um relatório negativo para o mercado de grãos na CBOT, mantendo a dificuldade para uma reação mais consistente nos preços, que permanecem em patamares limitados e abaixo da média. Na soja, por exemplo, este já o quinto mês consecutivo de preços oscilando entre US$ 8.50 e US$ 9.00/bushel. De todo o modo, apesar da dificuldade dos preços reagirem significativamente em função da posição de estoques de passagem elevados nos EUA e no Mundo, ainda acreditamos que os preços possam voltar a ficar acima dos US$ 9.00/bushel. 

Alguns dados que devem garantir que os preços médios ainda fechem acima dos patamares atuais: estoques da safra velha nos EUA ficaram bem abaixo da média pelo oitavo ano seguido em 2014/15; estoques mundiais da safra velha e nova ficando abaixo das projeções iniciais em 2015/16; fortes importações de soja pela China, soja e farelo pela União Européia; redução na produção global de oleaginosas, notadamente de caroço de algodão, colza/canola e girassol, apertando a oferta de óleos vegetais; redução na produção de óleo de palma em função do clima seco na Malásia e Indonésia; e retração nos estoques mundiais de farelos proteicos e óleos vegetais.

Um “AgroAbraço” a todos!!!
Flávio Roberto de França Junior

 
Fonte: França Junior Consultoria